Projeto Trator: A banda que fundou um selo para poder tocar hardcore do seu jeito

Projeto Trator: A banda que fundou um selo para poder tocar hardcore do seu jeito

14 Oct 2015


Projeto Trator leva o faça-você-mesmo até as últimas consequências. Enquanto outras bandas estão confortáveis esperando ser notadas, o duo de sludge punk corre atrás para fazer acontecer. Se você quiser seguir os passos deles, a receita é simples:

Primeiro passo: faça o seu trabalho sem amarras. Projeto Trator fundou um selo independente (Crocodilo Discos) para fazer o seu hardcore obscuro do seu jeito.

Segundo passo: faça um som desafiador e toque para quem estiver afim de ouvir. A banda tem dois membros, mas o som de suas guitarras é de tremer as paredes.

Terceiro passo: seja o seu próprio agente. Seu próprio gerente de turnê, relações públicas, e… tudo mais que precisar. Projeto Trator organizou uma turnê de 18 shows pela América do Sul para si mesmos – uma batalha difícil em uma cena mainstream que promove sempre as mesmas bandas.

A turnê os trouxe para o estúdio Converse Rubber Tracks São Paulo para um dia de gravação na faixa – para tocar seu som sem rabo preso, da forma independente que já estão acostumados. Conversamos com Paulo Ueno sobre sua história com a banda.

Conte-nos sobre sobre você e o Projeto Trator:

Eu sou Paulo Ueno – guitarra e vocais – e o Thiago Padilha toca bateria. Projeto Trator começou há 9 anos com uma ideia de criar uma banda de metal stoner, mas mudou muito com o tempo e hoje eu poderia dizer que é um sludge com os tempos quebrados, bem não-ortodoxo. Um doom/sludge bem experimental, eu diria.

Sempre foi guitarra e bateria, certo?

Sim, praticamente. No início pensamos em um trio, mas desistimos da ideia depois do terceiro ensaio.
Vocês acabaram de voltar de uma turnê na Argentina. Vocês são bem ativos na cena. Fale mais sobre os shows de vocês.

Fizemos 15 shows no Uruguai, Argentina e Chile. Deveria ser 18 mas acabou sendo só 15. Sim, temos vários shows já agendados, inclusive vamos tocar nesse sábado também. Muita coisa acontecendo.

Mas vocês fizeram tudo sozinhos?

Sim, fizemos tudo pelo nosso selo Crocodilo Discos em parceria com um selo argentino chamado Fauna. Organizamos todos os shows nesses países com eles.

Quais os planos para essa sessão?

Nossa ideia era misturar algumas coisas. Não trouxemos nada novo, então gravamos faixas do primeiro e segundo EP. Uma delas foi gravada na Argentina mas é sempre bom gravar de novo. Tocamos praticamente o que tocamos nos shows.

E vocês pretendem lançar essas gravações? Digitalmente, talvez?

Com certeza, mas também queremos prensar uns discos físicos pelo nosso selo. Tudo que lançamos gostamos de ter um pequeno lote de CDs físicos para distribuir.

Como foi sua experiência com o Converse Rubber Tracks?

Foi muito bom. Muito bom mesmo. Os equipamentos, o espaço em si, a equipe…pessoas que realmente sabem o que estão fazendo. Você não precisa ensinar ninguém como montar a bateria!

Ouça mais do Projeto Trator:

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