Overfuzz arrebenta as porteiras do trash rock em Goiânia

Overfuzz arrebenta as porteiras do trash rock em Goiânia

18 Mar 2016

Overfuzz é um power trio que faz um trash rock tão pesado que prova que Goiânia tem muito mais a oferecer do que música sertaneja. Em turnê por São Paulo para promover seu primeiro álbum completo, eles vieram ao estúdio Converse Rubber Tracks Brasil para gravar um som novo e nos contaram mais como sobre a cena no Centro-Oeste.

Conta pra gente o que é o Overfuzz.

Brunno Veiga – Tudo começou em 2010 e estamos completando seis anos tocando juntos. Desde lá já lançamos um monte de material….digital, físico, alguns EPs e um compacto de 7”. No final do ano passado foi quando lançamos nosso primeiro álbum completo de 12 faixas. Estamos em São Paulo para uma turnê de divulgação dele.

Como vocês se conheceram?

Brunno – O Victor e eu somos amigos desde o colégio e tínhamos um outro amigo que tocava baixo conosco. Ainda não era uma banda de verdade, era mais um projeto mesmo. Uma coisa de escola assim como outras bandas por aí. Quando esse amigo saiu, começamos a procurar um substituto. Diogo do Hellbenders é um grande amigo nosso e nos apresentou seu irmão mais velho: o Bruno!


Bruno
– Sim, foi assim mesmo! Já nos conhecíamos, mas ainda não eramos amigos próximos.

Vocês são de Goiânia. Fala um pouco mais como é a cena local de rock.

Victor – A cena de Goiânia é muito interessante porque tem muitas bandas boas. Muita gente fazendo um som bem interessante. E o que torna tudo mais legal é que todo mundo é amigo um do outro. Você vê sempre a galera de outras bandas apoiando e indo nos shows umas das outras.

Bruno – Em Goiânia tem banda surgindo todos os dias. De todos os gêneros. O relativo sucesso das bandas mais antigas – que já gravaram materiais interessantes, tocaram nos festivais mais importantes – funciona como uma referência para quem está chegando. Quem está começando já se preocupa em iniciar gravando um material decente com uma arte legal, vídeos bem produzidos. Notamos que todo mundo está interessado em fazer um trabalho mais profissional.

Brunno – Tem os dois lados. É bom porque todo mundo quer fazer um negócio mais profissional sim, mas às vezes as pessoas se preocupam mais com a aparência do que com trabalhar duro no seu som.

Pra maioria das pessoas não é natural associar Goiânia com rock. A cena local é forte o suficiente ou vocês acham que as bandas tem que ir para centros como São Paulo para ter um público?

Brunno – Com certeza. A maioria das pessoas associam Goiânia com o sertanejo. Não necessariamente você precisa sair para tocar, mas é bom porque assim fazemos novas conexões.

O que vocês vieram gravar hoje?

Brunno – Trouxemos uma faixa do full álbum, que no fim das contas é um som novo. Compusemos durante as gravações. Ficamos mais ou menos um mês gravando em um estúdio muito legal que fica em Pirenópolis (GO). Hoje fizemos uma versão diferente dessa faixa.

Victor – A versão original é mais grooveada e lenta. Nos shows tocamos mais rápido e com mais energia. Do jeito que gravamos hoje.

Quais os planos para esse novo som?

Bruno – Vamos lançar um vídeo sobre a sessão de hoje. Fiquem ligados.

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