Kalouv põe seu post-rock pra fora do Nordeste

Kalouv põe seu post-rock pra fora do Nordeste

28 Mar 2016

Depois de representar o Brasil no cenário global do rock instrumental com dois álbuns produzidos numa promissora carreira, os roqueiros recifenses da Kalouv vieram a São Paulo para uma sessão no Converse Rubber Tracks. Conversamos com eles depois da gravação para conhecer um pouco mais sobre o seu som e como é a cena de sua cidade natal.

 

Por favor, apresentem a Kalouv.

Túlio Alburquerque (guitarra) – As pessoas costumam dizer que somos uma banda instrumental de post-rock. Tem muitas bandas de post-rock pelo mundo fazendo um som como o nosso. No Brasil há algumas bandas desse estilo que, assim como nós, trabalha com o selo Sinewave. Trabalhamos com eles mesmo estando em Recife.

O que vieram fazer em São Paulo?

TA – Nossa sessão hoje no Converse Rubber Tracks faz parte da nossa turnê Peixe Voador, que dá nome a uma das faixas que gravamos hoje. A banda tem 6 anos, mas essa é a primeira vez que tocamos fora do Nordeste.

Há uma cena de rock instrumental consolidada lá em Recife?

TA – Na verdade a cena de rock instrumental é forte mesmo em Natal (RN). Tem muitas bandas fazendo som lá.

Bruno Saraiva (teclados) – Sim, antes em Recife era maior. Antes tinha muito mais bandas, caiu um pouco, mas hoje em dia eu tenho visto muitas bandas surgindo na cena local novamente.

TA – Existe um contato forte entre as bandas instrumentais principalmente nas capitais do Nordeste como João Pessoa (PB), Maceió (AL) e as outras que citamos antes.

O que vieram gravar hoje no estúdio?

TA – Trouxemos duas músicas. Uma delas chama “Peixe Voador” que dá nome à turnê. Na verdade é uma faixa bem nova.

BS – Sim, estamos bem no meio do processo de composição do próximo disco. Temos trabalhado em algumas faixas. Separamos duas para gravar aqui e lançar primeiro como um compacto. Na verdade, já tocamos elas ao vivo. Testando, vendo o que funciona e o que não.

TA – Já sentimos uma resposta bem legal do público para “Peixe Voador”.

Como foi a sessão hoje? A gravação foi muito diferente do que vocês estão acostumados?

TA – Sim. Da última vez gravamos cada instrumento separadamente. Dessa vez fizemos tudo ao vivo. Foi mais difícil porque não estamos tão acostumados, mas valeu muito a pena. Quando sentimos que estava rolando foi muito legal. Sem falar que foi muito bom gravar a bateria aqui especificamente, o som sai massa demais.

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