Em três línguas, The Guantanameros faz você querer dançar

Em três línguas, The Guantanameros faz você querer dançar

7 Mar 2016

Espere o inesperado dos caras do The Guantanameros. É só dar o play em uma de suas músicas e você poderá ouvir de tudo: desde reggae até hardcore, cantados em uma ou até três línguas diferentes. Depois de montar aos poucos o lineup permanente da banda no último ano, a jovem formação está trabalhando para lançar o primeiro álbum completo ao longo de 2016. Eles vieram ao estúdio Converse Rubber Tracks Brasil para dar o chute inicial do seu segundo EP e contaram um pouco sobre o que está por trás do seu som ímpar e seus próximos planos:

Sobre tocar diferente de qualquer outra banda:

Nacho Martin (voz/ukulele): Nós inventamos o nome desse estilo que chamamos de “Latin World Music”. É algo entre o ska, reggae, rock, cumbia, ritmos latinos…. Eu já falei country? Queríamos ter uma banda que fosse diferente. Ah, e cantamos em português, espanhol e inglês.

Diogo (multi instrumentista): Queríamos transmitir essa ideia de calor, swing latino, algo que não fosse quadrado. Queríamos o som bem latino e criar uma vibe que as pessoas pudessem dançar.

Nacho: Às vezes a música começa como uma cumbia e acaba como um hardcore mais pesado, sabe?

Sobre criar o primeiro cd completo no seu ritmo:

Diogo: Nos juntamos ao Oba Records e traçamos um plano de gravar e lançar 4 EPs esse ano. Cada um é uma peça de um quebra cabeça que juntando formará o primeiro álbum. Cada capa também fará parte dessa história. Essa é nossa ideia principal.

Nacho: Achamos melhor lançar um de cada vez do que esperar sair o álbum completo. É muito cansativo gravar 12 faixas de uma vez. É melhor ir aos pouquinhos.

Sobre fazer o segundo EP no Converse Rubber Tracks:

Nacho: Hoje gravamos “Meu Lugar”, que é um som bem latino, com uma pegada de rock e cantado em português! A ideia inicial era um ska mas acabou mudando ao longo do processo.

Diogo: Gravamos uma outra chamada “Mesmo Barco” que é em espanhol…

Nacho: Não! Essa é em português também. Começou em espanhol mas mudamos! Alguma coisa aconteceu no meio do caminho. Deu algum problema com o tradutor. Ela começa como um hardcore rock e vira um reggae no fim.

Por último, gravamos uma chamada “Don’t Cut the Mullets”. Certa vez minha esposa estava cortando meu cabelo, ela se empolgou e cortou tudo. Minha mãe não gostou muito, é por isso que a letra fala ‘Don’t cut the mullets like mama said’.

Diogo: Pra quem não sabe, ele é argentino. Isso explica o fato dele amar seus mullets.

Galeria: